Ela sentou nas escadas
Sentia-se cansada por tantos pensamentos e sentimentos.
Acendeu um cigarro, cada tragada era como engolir a dor.
Mais um cigarro e outro...
Ela olhava o céu, nuvens e estrelas.
Ela olhava pra dentro de si sem conseguir entender.
Estava segura e tranquila e a uma música.
O violão ganhava vida e ritmava seu coração.
Ela sabia que não deveria deixa-se ritmar.
As escadas pareciam compreender.
Ela chorou por saber que deveria deixar o que buscava.
Estava ali a sua frente, day by day e ela deveria deixar.
Ela relembrava o toque que um dia, num acaso compartilhou.
Fechava os olhos e sentia a textura, sentia o perfume...
Ela não queria mas parecia inevitável.
Abriu a porta do quarto e o perfume estava ali impregnado.
Ela respirou fundo.
Como uma droga fechou os olhos numa sensação de prazer.
Durou pouco, pois quando abriu os olhos não havia nada
Nada além de imaginações.
Jogou-se na cama, agora olhando o teto
Culpa-se pelo prazer vindo da fragrância...
Fecho os olhos querendo chorar, nenhuma lagrima.
Cansada demais para deixar tudo vir a tona.
O violão tocava novamente, mas era real.
Ela sentou-se e sorriu a reciprocidade existia de forma diferente.
Ela observava cada movimento, cada expressão.
Ela desejava ser ali a inspiração, ser o toque... tocar!
Ela convivia com sua dor e ia alem.
Ela iria sorrir, iria ser gentil, doce... Ela iria mimar e dar bom dia!
Ela seria o suporte e a opinião...
Ela seria tudo menos o que de fato queria ser!
Ela tinha um monstro que havia ganhado vida.
Eles compartilhavam o quarto...
Sorrindo dormiu. Amanha tudo seria assim...
Ela brincava de amar e sabia ser dor!
Um(a) personagem fictício... ou não. Você, eu, ele, ela, nós. O mistério, o sonho, o desejo! Histórias...
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
domingo, 15 de setembro de 2013
Ela e o Vazio!
Ela desligou o mundo.
Ela sorria serenamente lembrando-se das dores passadas e das presentes.
Ela havia relido tudo que havia passado e custou a acreditar que havia sofrido tanto.
No lembrar da dor que já era apenas uma cicatriz ela sentiu saudades.
Saudades de ter saudades. Saudades de se sentir cheia, mesmo que de sofrimento.
Olhava pra dentro de si e sentia-se vazia... O coração estava vazio.
Ela estranhava aquela sensação. Sempre inquieta e de repente um nada!
Não que ela não tivesse com o que se preocupar ou com o que se alegrar, mas a paz que ela tanto quis estava agora por gerar um outro tipo de inquietude.
Ela chorou porque ela fugia de querer preencher o coração. Ela chorava porque não encontrava como arrumar tudo de novo e não! Ela não estava atrás de sofrimento, ninguém busca isso por vontade, ela muito menos, mas ela queria um motivo a mais, apenas um a mais.
Ela queria um olhar a mais, um toque a mais, uma alma a mais.
Ela queria ser o reflexo, ser o sorriso, a alegria a cia...
Um histórico de muitas dores e talvez ela tivesse se acostumado a sofrer.
Talvez ela fosse a exceção de querer um pouco mais de dor pra não ter que lidar com o vazio que acabava com seu peito, que o fazia doer além.
Ela talvez, nunca tivesse tido que lidar com esse sofrimento.
Olha só! Ela tanto quis que achou um sofrimento a mais, mas o vazio tinha forma de abstrato e ela não conseguiria tocar. Sentia-se mais sozinha.
Ela não possuía lembranças do vazio. Sem referencias isso a machucava, ela estava perdida em um NADA!
Sorria e chorava ao mesmo tempo.
O mundo permanecia desligado e a música se repetia e repetia e repetia
Seu mundo ia ganhando vida tornando a realidade menos atraente.
Ela queria ir alem do abstrato e talvez amiga do vazio. Ele machucava demais, ainda assim ela ainda insistiu. Ela insiste.
Talvez o vazio precise apenas que não desistem dele.
Talvez o vazio que precise ser amado...
O abstrato foi tomando forma.
Mais um sorriso e então tudo ganhou vida.
Ela amou o vazio fechou os olhos e acordou.
Ela sorria serenamente lembrando-se das dores passadas e das presentes.
Ela havia relido tudo que havia passado e custou a acreditar que havia sofrido tanto.
No lembrar da dor que já era apenas uma cicatriz ela sentiu saudades.
Saudades de ter saudades. Saudades de se sentir cheia, mesmo que de sofrimento.
Olhava pra dentro de si e sentia-se vazia... O coração estava vazio.
Ela estranhava aquela sensação. Sempre inquieta e de repente um nada!
Não que ela não tivesse com o que se preocupar ou com o que se alegrar, mas a paz que ela tanto quis estava agora por gerar um outro tipo de inquietude.
Ela chorou porque ela fugia de querer preencher o coração. Ela chorava porque não encontrava como arrumar tudo de novo e não! Ela não estava atrás de sofrimento, ninguém busca isso por vontade, ela muito menos, mas ela queria um motivo a mais, apenas um a mais.
Ela queria um olhar a mais, um toque a mais, uma alma a mais.
Ela queria ser o reflexo, ser o sorriso, a alegria a cia...
Um histórico de muitas dores e talvez ela tivesse se acostumado a sofrer.
Talvez ela fosse a exceção de querer um pouco mais de dor pra não ter que lidar com o vazio que acabava com seu peito, que o fazia doer além.
Ela talvez, nunca tivesse tido que lidar com esse sofrimento.
Olha só! Ela tanto quis que achou um sofrimento a mais, mas o vazio tinha forma de abstrato e ela não conseguiria tocar. Sentia-se mais sozinha.
Ela não possuía lembranças do vazio. Sem referencias isso a machucava, ela estava perdida em um NADA!
Sorria e chorava ao mesmo tempo.
O mundo permanecia desligado e a música se repetia e repetia e repetia
Seu mundo ia ganhando vida tornando a realidade menos atraente.
Ela queria ir alem do abstrato e talvez amiga do vazio. Ele machucava demais, ainda assim ela ainda insistiu. Ela insiste.
Talvez o vazio precise apenas que não desistem dele.
Talvez o vazio que precise ser amado...
O abstrato foi tomando forma.
Mais um sorriso e então tudo ganhou vida.
Ela amou o vazio fechou os olhos e acordou.
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