Ela sentou nas escadas
Sentia-se cansada por tantos pensamentos e sentimentos.
Acendeu um cigarro, cada tragada era como engolir a dor.
Mais um cigarro e outro...
Ela olhava o céu, nuvens e estrelas.
Ela olhava pra dentro de si sem conseguir entender.
Estava segura e tranquila e a uma música.
O violão ganhava vida e ritmava seu coração.
Ela sabia que não deveria deixa-se ritmar.
As escadas pareciam compreender.
Ela chorou por saber que deveria deixar o que buscava.
Estava ali a sua frente, day by day e ela deveria deixar.
Ela relembrava o toque que um dia, num acaso compartilhou.
Fechava os olhos e sentia a textura, sentia o perfume...
Ela não queria mas parecia inevitável.
Abriu a porta do quarto e o perfume estava ali impregnado.
Ela respirou fundo.
Como uma droga fechou os olhos numa sensação de prazer.
Durou pouco, pois quando abriu os olhos não havia nada
Nada além de imaginações.
Jogou-se na cama, agora olhando o teto
Culpa-se pelo prazer vindo da fragrância...
Fecho os olhos querendo chorar, nenhuma lagrima.
Cansada demais para deixar tudo vir a tona.
O violão tocava novamente, mas era real.
Ela sentou-se e sorriu a reciprocidade existia de forma diferente.
Ela observava cada movimento, cada expressão.
Ela desejava ser ali a inspiração, ser o toque... tocar!
Ela convivia com sua dor e ia alem.
Ela iria sorrir, iria ser gentil, doce... Ela iria mimar e dar bom dia!
Ela seria o suporte e a opinião...
Ela seria tudo menos o que de fato queria ser!
Ela tinha um monstro que havia ganhado vida.
Eles compartilhavam o quarto...
Sorrindo dormiu. Amanha tudo seria assim...
Ela brincava de amar e sabia ser dor!
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